KPIs e dados

12 KPIs de trade marketing que toda indústria deve acompanhar

Por Equipe Koomp 8 min de leitura
Painel de dados com gráficos e indicadores
Resposta rápidaOs principais KPIs de trade marketing são presença, ruptura, share de gôndola, conformidade de planograma, preço praticado, execução de ativações, produtividade de visitas e cobertura. Cada um tem fórmula própria e precisa de coleta padronizada, com prova, para sustentar decisões.

Indicadores demais confundem; de menos, cegam. A indústria que vende no varejo precisa de um conjunto pequeno e bem definido de KPIs de trade marketing, que a equipe entenda, que possam ser coletados em campo com prova e que levem a decisões concretas.

Este artigo apresenta 12 indicadores, com fórmula, forma de coleta e como interpretar cada um. Não existe meta universal: valores de referência dependem da categoria, da rede e da maturidade da operação. Por isso, o foco aqui é no cálculo e no uso, e não em números mágicos.

Como escolher seus KPIs

Antes da lista, três critérios simples evitam o excesso:

  1. Ligado a uma decisão. Se ninguém muda nada quando o número muda, não é um KPI, é um dado curioso.
  2. Coletável com consistência. Um indicador que depende de interpretação do promotor produzirá números incomparáveis. Prefira regras objetivas.
  3. Comprovável. Foto, horário e localização precisam acompanhar a coleta. Para uma visão do app de campo ideal, veja o que avaliar em um app para promotores.

Grupo 1: disponibilidade

1. Presença (distribuição numérica)

Fórmula: lojas visitadas com o produto presente ÷ total de lojas visitadas × 100.

Mostra se o produto está nas lojas onde deveria. É o indicador mais básico e, ao mesmo tempo, o que mais revela falhas de cobertura. Meça por SKU e por rede.

2. Ruptura

Fórmula: itens ausentes ÷ itens esperados na gôndola × 100.

Mede a falta do produto na prateleira. Diferencie a ruptura na gôndola (o produto existe na loja, mas não foi reposto) da ruptura na loja (não há estoque nenhum). A ação corretiva é diferente em cada caso. Aprofunde em ruptura de gôndola: causas, custo e como reduzir.

3. Cobertura de visitas

Fórmula: lojas efetivamente visitadas ÷ lojas planejadas × 100.

Se a cobertura é baixa, qualquer outro indicador representa apenas parte da realidade. É o termômetro da execução do roteiro, tema de roteiro de visitas de promotores.

Grupo 2: exposição

4. Share de gôndola

Fórmula: frentes da marca ÷ frentes totais da categoria × 100.

A participação no espaço de prateleira costuma estar correlacionada com a participação nas vendas. Pode ser medido em frentes ou em centímetros lineares. Veja detalhes e exemplos em como calcular o share de gôndola.

5. Conformidade de planograma

Fórmula: posições corretas ÷ total de posições do planograma × 100.

Compara o que foi planejado com o que existe na loja: posição, quantidade de frentes e nível de prateleira. Veja planograma e compliance.

6. Execução de pontos extras

Fórmula: pontos extras executados conforme o combinado ÷ pontos extras contratados × 100.

Pontas de gôndola, ilhas e displays têm custo. Medir se foram montados, mantidos e abastecidos é essencial para avaliar o retorno. O tema é aprofundado em pontos extras e ilhas: como medir o retorno da exposição.

Grupo 3: preço e promoção

7. Preço praticado versus sugerido

Fórmula: preço encontrado ÷ preço sugerido × 100 (ou diferença em reais).

Indica se o varejo segue a política de preço e como a marca está posicionada em relação à concorrência. A coleta manual é trabalhosa; veja formas de automatizá-la em pesquisa de preço no varejo.

8. Execução de promoção

Fórmula: lojas com material e preço promocional corretos ÷ lojas com promoção ativa × 100.

Verifica se a mecânica prometida chegou à loja: cartaz, preço na etiqueta, estoque e posição.

Grupo 4: equipe e ativação

9. Produtividade por visita

Fórmula: tempo médio em loja, visitas por dia e itens verificados por visita.

Não serve para pressionar a equipe, e sim para encontrar gargalos: rotas mal desenhadas, deslocamento excessivo, formulários longos.

10. Visitas comprovadas

Fórmula: visitas com check-in/check-out válidos e foto ÷ visitas registradas × 100.

Mede a confiabilidade do próprio dado. Se muitas visitas não têm prova, os demais indicadores perdem valor. Veja check-in por GPS e foto.

11. Conversão de ativação (degustação e demonstração)

Fórmula: compras ÷ abordagens, ou compras ÷ provas, conforme a campanha.

Mostra se a demonstradora transforma interesse em venda. Para detalhamento, leia gestão de demonstradoras: KPIs de degustação.

Grupo 5: resultado

12. Sell-out por loja ou rede

Fórmula: unidades (ou valor) vendidas ao consumidor final por loja no período.

É o resultado final que os demais indicadores tentam explicar. Quando disponível, cruzar sell-out com presença, ruptura e share revela quais falhas de execução realmente custam vendas.

Tabela resumo

KPIO que mostraFrequência sugerida
PresençaCobertura do produto nas lojasSemanal
RupturaFalta na prateleiraSemanal ou por visita
Cobertura de visitasCumprimento do roteiroDiária
Share de gôndolaParticipação no espaçoMensal ou por campanha
Conformidade de planogramaAderência ao planoMensal
Pontos extrasExecução de exposições pagasPor campanha
Preço praticadoAlinhamento com política de preçoQuinzenal
Execução de promoçãoQualidade da ativação promocionalPor campanha
ProdutividadeEficiência da equipeSemanal
Visitas comprovadasConfiabilidade do dadoDiária
Conversão de ativaçãoEficiência da demonstraçãoPor ação
Sell-outResultado de vendaSemanal

Como transformar KPIs em rotina

Definir indicadores é a parte fácil. O desafio está em manter o ciclo.

  1. Padronize a coleta. Defina, por escrito, o que conta como "presente", "ruptura" e "frente". Sem isso, dois promotores medirão coisas diferentes.
  2. Exija evidência. Toda coleta de KPI relevante deve vir com foto e localização.
  3. Escolha poucos números por reunião. Reuniões de resultado com 30 gráficos viram apresentação, não decisão.
  4. Relacione número a ação. Para cada KPI, defina quem age quando ele cai e em quanto tempo.
  5. Automatize o que for possível. Painéis em tempo real, leitura de gôndola por IA e alertas reduzem o atraso entre o problema e a resposta. Veja dashboards de trade marketing: o que um bom painel precisa mostrar.

Erros comuns ao trabalhar com KPIs

  • Comparar redes diferentes sem ajustar. Uma loja de atacado e uma de vizinhança têm padrões distintos de exposição e giro.
  • Usar média simples para tudo. A média esconde lojas com problema grave. Olhe distribuições e as piores lojas.
  • Premiar o número, e não o resultado. Se a remuneração depende do indicador, ele será "otimizado", às vezes de forma artificial. Combine indicadores e auditorias.
  • Mudar a definição no meio do caminho. Alterar a fórmula quebra a comparação histórica. Se for necessário, registre a data e recalcule o histórico.

A Koomp desenvolve painéis de trade marketing com KPIs personalizados por campanha e cliente, alimentados por dados e fotos coletados em campo.

Metas por maturidade da operação

Definir metas de KPI sem considerar o estágio da operação é receita para frustração. Uma forma prática de pensar é em três níveis de maturidade:

NívelCaracterísticaFoco dos KPIsMeta típica
InicialColeta pouco padronizada, dados em planilhasCobertura de visitas, visitas comprovadas, presençaGarantir que o dado exista e seja confiável
IntermediárioColeta padronizada com app, painéis básicosRuptura, preço, execução de ativações, share por amostragemReduzir desvios e ganhar previsibilidade
AvançadoDados em tempo real, análise de imagens, modelos preditivosShare e planograma automáticos, previsão de ruptura, ROI por açãoAntecipar problemas e otimizar investimento

Em vez de saltar para os indicadores mais sofisticados, avance por degraus. Uma empresa que ainda não sabe se as visitas acontecem não precisa, primeiro, de um modelo de previsão: precisa de prova de visita e de coleta consistente.

Governança: quem é dono de cada KPI

Indicadores sem dono viram números que ninguém defende. Para cada KPI, registre em uma planilha simples ou em um documento compartilhado:

  1. Nome e definição: o que exatamente mede, com um exemplo.
  2. Fórmula: numerador, denominador e filtros (por exemplo, apenas lojas ativas).
  3. Fonte e frequência da coleta: formulário de campo, foto analisada por IA, dado de vendas.
  4. Dono: quem responde pelo resultado e quem pode propor mudanças.
  5. Meta e faixas de alerta: quando o número é bom, atenção ou crítico.
  6. Ação associada: o que acontece quando o KPI sai da meta.

Essa documentação evita discussões sobre quem tem o número "certo" e dá estabilidade ao histórico. Revise o conjunto a cada trimestre: remova o que ninguém usa, ajuste o que mudou e registre a data de qualquer alteração de fórmula.

Ritmo de acompanhamento

Combine as frequências de cada indicador com um ritmo de reuniões. Um modelo simples: uma revisão curta diária de execução (visitas e ocorrências) pela supervisão, uma reunião semanal de presença, ruptura e preço com o comercial e uma reunião mensal de resultado, share, planograma e ROI com a diretoria. Usar o mesmo painel em todas as reuniões, filtrado para cada público, evita números divergentes. Veja como organizar a visualização em dashboards de trade marketing.

Perguntas frequentes

Quais são os KPIs mais importantes de trade marketing?

Presença, ruptura, share de gôndola, conformidade de planograma, preço praticado e execução de ativações formam a base. A prioridade entre eles depende da categoria e do estágio da operação.

Com que frequência devo medir os KPIs?

Indicadores de execução, como ruptura e presença, são medidos a cada visita e consolidados semanalmente. Share e planograma podem ser mensais ou por campanha. Indicadores de resultado, como sell-out, seguem a periodicidade do dado de vendas.

É possível automatizar a coleta de KPIs?

Sim. Apps de campo padronizam a coleta, e a visão computacional calcula share, ruptura e planograma a partir de fotos, reduzindo a contagem manual e aumentando a consistência.

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